A atividade interpretativa do psicanalista leva aos insights do analisando, sendo que a lenta elaboração dos mesmos é que irá possibi litar a obtenção de mudanças psíquicas, obje tivo maior de qualquer análise” ZIMERMAN, DAVID E. Manual de Técnica Psicanalítica Porto Alegre: Artmed, 2004. (Capítulo 18)
Zimerman classifica os insights em: intelectivocognitivo (clara tomada de conhecimento, por parte do paciente, de atitudes e características suas que até então estavam egossintônicas); afetivo (a cognição, muito mais do que uma mera intelectualização, passa a ser acompanha da por vivências afetivas, tanto as atuais quan to as evocativas, possibilitando o estabeleci mento de correlações entre elas; reflexivo(insight ins titui-se a partir das inquietações que foram pro movidas pelo insight afetivo, as quais levam o analisando a refletir, a se fazer indagações e a estabelecer correlações entre os paradoxos e as contradições de seus sentimentos, pensa mentos, atitudes e valores; pragmático (uma bem-sucedida elaboração dos insights obtidos pelo paciente, ou seja, as suas mudanças psíquicas, deve necessariamente ser traduzida na praxis de sua vida real exterior, assim que a mesma esteja sob o controle de seu ego consciente, com a respectiva assunção da responsabilidade pelos seus atos.
“O termo “elaboração” refere que a men te do paciente está “trabalhando”, no senti do de integrar sucessivos insights parciais que estão sendo adquiridos no curso da análise” ZIMERMAN, DAVID E. Manual de Técnica Psicanalítica Porto Alegre: Artmed, 2004. (Capítulo 18)
O sofrimento acompanha o árduo trabalho de elaborar, uma vez que nunca é fácil aceitar as perdas, destruir idealizações, falsos valores, etc. “Talvez não haja dor mais difícil de supor tar do que aquela que resulta de o paciente ter de renunciar à sua fachada de um falso-self ou às ilusões do “faz-de-conta” do mundo narcisista”.ZIMERMAN, DAVID E. Manual de Técnica Psicanalítica Porto Alegre: Artmed, 2004. (Capítulo 18)
Para finalizar, David Zimerman escreve sobre o processo de cura dizendo: “Em terapia psicana lítica, o conceito de cura deve aludir mais dire tamente ao terceiro significado que essa pala vra sugere, qual seja, o de uma forma de ama durecimento, o que equivale ao trabalho de uma len ta elaboração psíquica que permita a obtenção de mudanças psíquicas estáveis e definitivas”. ZIMERMAN, DAVID E. Manual de Técnica Psicanalítica Porto Alegre: Artmed, 2004. (Capítulo 18)

Por Sérgio Rossoni
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